Deomídio Neves de Macêdo Neto, natural de Guanambi - BA, Ator DRT nº 2274/2000, inscrito no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Bahia. Administrador; pós-graduado Lato Sensu MBA em Gestão Pública - Desenvolvimento e Economia Regional pela Fundação para a Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia - FUNDACE.Desde o ano de 1993 participo do Grupo Artistico Bem-Te-Vi Guanambi, da UNEB - Universidade do Estado da Bahia, Campus XII, Diretora Cláudia Dinaali. Apresentamos varias Peças Teatrais, como: Corpo Estranho; A Revolta dos Brinquedos de Pedro Veiga e Pernambuco de Oliveira; Medeia (Lenda Grega a.C.); O Rapto das Cebolinhas de Maria Clara Machado; Deus Lhe Pague de Joracy Camargo e Qualquer Gato Vira Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia Que a Nossa, de Juca de Oliveira. Duas delas foram apresentadas no Teatro Caetano Veloso em Salvador - BA, que foram: A Revolta dos Brinquedos e Medeia. Em Juazeiro – BA apresentamos Medeia.
Estou em cartaz com um monólogo: O Velho Baltazar - 90 Anos de Idade, desenvolvendo um trabalho nas Empresas de Motivação e Relações Humanas; nas Escolas; eventos... Baltazar é um velhinho de 90 anos que usa chapéu, óculos, paletó, bengala, o veinho tem a doença de Parkinson, sente dificuldades para andar, mas, em determinado momento do show dança diversos ritmos agitados. Interpreto, também, os monólogos Juca o Mendigo e o Professor Peri. Interpretei o Coronel Joaquim Dias Guimarães no filme LEOCÁDIA, enredo ocorrido no século passado região de Guanambi-BA. Este ano de 2009 publiquei o livro romance "Homem Nu, Vestido de Afeto" e fiz o lançamento do mesmo em 11 cidades de Minas Gerais no Abril Poético/2009. E no dia 10/07/2009 o lançamento foi realizado no V Belô Poético em Belo Horizonte - MG.
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Acariciei meu corpo
percebeno meus pêlo moiadim pelo suó
qui brota da pele sofrida pelo tempo.
Oiei pro céu, e vi as nuvem se juntano e logo escureceu.
Tirei o suor da testa, qui escorria pro nariz,
denunciano a quentura que tava fazeno.
Fiquei emocionado, quando ouvi um istrondo vindo do céu.
Esbugaei os oi e arreparei a chuva caino.
O meu suó agora misturava com os pingo trazido pelo vento.
Os Passarim revuava procurano abrigo,
e os relampo clareava o céu com seus Raí,
e eu ali estatelado agradecia a Deus.
As foia tava orvaiada pela caricia do céu.
Arretirei meu chapé, de forma respeitosa,
garrei minha inxada e bailei sem pará entre as plantação,
E lá do céu com certeza meu Padim Pade Cícero ria de mim.
De encontro à chuvarada, vou vuano pra casa abraçar a famia,
qui já vinha na minha direção,
A minha Matide corria de pé no chão, com seu vistido
grudadim na sua formusura trazendo os guri.
Direpente estacou na minha frente,
não sabia se chorava ou se sorria.
Eu só sei qui ela me abraçava,
e neste abraço, senti seu coração palpitano de alegria
incostadim no meu peito.
Os moleque me puxava pra lá e pra cá
e neste puxa, puxa, de alegria,
nois caimo no chão e rolamo na enxurrada
que descia em disparada serpenteano o sertão.
Levantamo sujo de barro,
Butei Tiago na carcunda,
entrelacei Matide,
dei a mão a Barnabé
e prá casa retornamo.
Tomemo baim, pra tirar a tiririca que a terra moiada deixou.
Ascendemo os fifó e fiquemo esquentano no calor do fugão de lenha, qui
aquecia a água do café, a borboiá.
Logo, logo, os guri dormeceu.
Peguei um a um e na cama butei.
Voltei pra minha muié, qui tava linda, radiante,
Iluminada pela chama qui briava na cozinha tão modesta.
Ela tava incuidinha com o vistido entre as perna,
toda marota e brejera;
Fui chegando de mansim sentino seu respirar;
Bem pertim da minha boca que dizia:
Matide... eu ti amo minha flor.
Abracei seu corpo escuturá
e ali mermo nois amamo ouvindo a música no teiado
dos pingo que banhava as teias do nosso ninho.
Durmecemo entrelaçado e logo pela manhã
óio pra ela reluzente o ar era diferente, alegria sem iguá.
Pego meu chape de paia, minha sandáia rasta pé,
No ombro, boto a inxada,
ainda suja de barro, do dia anterior.
No camim percebia os cantar dos passarim.
Os poço todo cheim, gumitano água pura.
Vi nossa marca no chão
O florar do feijão.
O cantar do sabiá.
O mi desabrochar,
e nove meis dispois,
nasce Esperança nossa fia
pra completá essa famia do nordeste brasileiro.
ESPERANÇA!
(Deomídio Macêdo)
O AMOR NÃO SENTE DOR!
Belisquei sua dor minha amada
e abruptamente, ela sai em disparada
para sentir os seus ais bem distantes de ti.
Porque deixaria você sofrer assim?
Se sou o cálice benéfico da sua cura.
Dor! sofra sua agonia, em terra longínqua,
Mas, não doa no coração de outra adorada,
porque serás aprisionada nas correntes,
que unem os seres apaixonados, e ali não encontrarás:
amarguras, separações, ciúmes, infidelidade.
Sofra sozinha dor amargurada.
(Deomídio Macêdo)
DIFERENÇAS SOCIAIS
Vou descrever socialmente só:
Favelas entre mansões;
Crianças malabaristas apresentando suas artes nos vermelhos sinais;
Fome que mata, mesas fartas;
Penitenciárias com presos armados;
Meninos de pés no chão, brincando com arma na mão
de polícia e ladrão;
Bombas que cruzam o céu azul comprometendo a paz!
O que fazer?
Como modificar o quadro que aí está?
O poeta responde socialmente só:
Pelo conhecimento da educação;
Pela consciência do coração;
Pela fé da religião;
Pela caridade que vê no outro um irmão.
Assim, o mundo será melhor.
Sem fome, sem guerra, sem dor.
Socialmente AMOR!
(Deomídio Macêdo)
PARA QUE GUERREAR?
Terra celeiro da humanidade.
Abrigando várias nações.
Formando povos de diversas raças e etimologias.
Cada uma defendendo sua pátria com galhardia.
Por amor a sua terra, sua bandeira.
Chegando mesmo a guerrear
em nome de Alá, meu Deus, nosso Deus de amor!
Que abre o leque do renascer, reencarnar.
Oportunizando-nos estar
ora francês, ora inglês,
italiano, mexicano, espanhol,
brasileiro, africano, português e muito mais.
Para que guerrear?
Se a pátria que ataco hoje,
pode me acolher em teu seio amanhã,
independente de raça, cor, classe social e religião.
Para que guerrear?
Se somos irmãos.
Filhos do mesmo pai, criador, onipotente.
Que nos conduz com Kardec, através de Jesus,
mostrando-nos a escada da evolução:
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei".
Para que guerrar?
(Deomídio Macêdo)
SER PAI.
Chegou à hora,
A ansiedade aumenta,
O temor brota em nossos corações misturado com alegria.
O tempo voa como relâmpago, mas nós não sentimos isso,
devido as nossas preocupações.
Uns andam pelo corredor,
outros olham o relógio que vai varando a noite sem cessar,
e o meu corpo febril denuncia o medo.
Mil pensamentos invadiam o meu cérebro
como faísca à procura de uma noticia,
que só brilha quando ouvimos o choro que anuncia
a chegada da nossa princesinha:
DANIELLE SANTANA MACÊDO.
(Deomídio Macêdo)
ÁLCOOL – VENENO LIVRE.
Quando fui apresentado a você
Senti eufórico, alegre, feliz, um gigante.
E nesta expansão,
o metabolismo corporal nunca mais seria o mesmo,
exigindo com veemência o primeiro gole,
que despreza o limite, sem limite de uma vida a dois.
Em qualquer lugar, esquina, casa de amigos, que amigos!
Você esta lá, imponente! Veneno livre!
Invadindo todas as células do meu corpo,
deixando sua destruição.
Acorrentado agora a ti,
procuro libertar-me das algemas que sufocam o ser que pretende viver.
E nesta busca incessante surge o herói mocinho,
que vem anonimamente, voando pelos ares,
em todas direções, com suas asas angelicais,
ferozmente, forte,
como um vendaval,
Que por onde passa, deixa uma rajada de luz,
no céu da consciência, iluminando o caminho a percorrer:
ALCOOLICOS ANÔNIMOS – AA.
(Deomídio Macêdo)
BALTAZAR MOTOQUEIRO
Sou Baltazar motoqueiro
Vim da minha terra pra cá,
trilhando asfaltos e deslizando nas curvas
na minha moto 750 cilindradas.
Com jaqueta emblemada
luvas de couro nas mãos,
botas até os joelhos, engatando a 3ª, 4ª, 5ª marcha
chegando a 180 km.
Num posto da Policia Rodoviária
O guarda percebeu a manobra
Ligou a sirene e em disparada
Veio atrás do vei.
Observei pelo retrovisor sua dificuldade
em alcançar a moto envenenada de Baltazar.
Resolvi dar um refresco
diminuí a velocidade,
Seu carro emparelhou comigo
dando-me sinal pra encostar;
liguei a seta da belezura
e parei no acostamento.
O homem fardado, do seu carro desceu,
Com um palito na boca
pedindo meus documentos.
A carta de habilitação apresentei.
Até aí tudo bem!
Mas, quando viu a idade
olhou pra mim desconfiado
e com sua autoridade o capacete tirei.
Elegantemente balancei a cabeleira
Embranquecida pelo tempo.
Passei a mão na barba
e quando olhei pro guarda
Ele tava gelado, estatelado, eriçado.
O encarei e fui logo perguntando,
porque o espanto?
Nunca viu um vei de 90
Pilotando uma 750 cilindra?
Isto é preconceito
cuidado que te enquadro
no código penal brasileiro.
O guarda coitado tava com medo,
Era noite e quando os faróis refletiam em mim
ele via um fantasma motoqueiro,
do pescoço pra cima branco
do pescoço pra baixo preto.
Foi com muita dificuldade
Que conseguiu ligar o rádio
Pedindo socorro aos companheiros
Dizendo ver um fantasma motoqueiro.
Os patrulheiros pra melhor compreensão
Perguntavam do outro lado: vendo o que?
Um fantasma motoqueiro?
e ele responde gaguejando:
POSITIVO, AFIRMATIVO, OPERANTE
Tentei explicar: seu guarda, sou eu Baltazar
90 anos de idade, Tou indo a BH
Pra participar do 4º BELÔ POÉTICO
Posso continuar? e ele respondia gaguejando:
POSITIVO, AFIRMATIVO, OPERANTE
Pensei: endoidou de vez
E numa rapidez surgiram: Carros, policiais, fuzis
Bem alto alguém gritava: mãos pra cima.
Respondi: já estou!
Não faça nenhum movimento brusco.
Como meu Deus! 90 anos de idade!
E naquele momento orei: vale-me Oh!! Santo dos velhinhos!
Foi quando surgiram bem na minha frente, meus amigos,
o poeta e a poetisa: Rogério salgado
e Virgilene Araújo Gritando desesperados:
Suspenda a operação, porque este aí é:
BALTAZAR, POETA, MOTOQUEIRO ESPETACULAR
(Deomídio Macêdo)
JAZIGOS FLORIDOS
Ao adentrar aquele portão,
Todas as tardes, de todos os dias,
A visão divisa ao longe
A cidade Soterapolitana
Que dorme em paz!
A caminhada conduz os passos
E o pensamento em oração, flua,
E cae feito orvalho sobre a população
Que reside em floridas ruas,
Endereços certos pra todos nós.
E neste passear, os pássaros cantam
sobre as flores que enfeitam
as caminhadas sagradas,
exercitando o corpo e o coração
que bate emocionado
ao ver brotar, em Brotas,
Os jazigos no canteiro que se chama:
JARDIM DA SAUDADE!
(Deomídio Macêdo)
A FLOR DA VARANDA.
Apreciei a pétala de uma flor
que balançava no caqueiro da varanda.
O nariz sente o aroma;
a boca sorri,
cultuando o amor exposto ali
no caqueiro da varanda.
A noite chega.
O sereno cai
respingando na flor o natural da natureza,
e na beleza dos gestos dos namorados
que se beijam ao lado da flor, que balança, no caqueiro da varanda.
A vida passa,
o casal se casa,
e os filhos eclodem, naturalmente!
Com o balanço da flor no caqueiro da varanda.
(Deomídio Macêdo)
IGUALDADE DOS SERES
Ao sentir meu coração
pulsa, jorra sangue
no canal da consciência,
que desperta e entende: é vida;
Dentes, tritura alimentos,
produzindo energias sem fim.
Trazendo pra mim a luz do amor,
que reflete a luminosidade
da igualdade dos seres.
Eu x você + eles somos nós
e juntos seremos um só ato de amor;
despertando e entendendo a vida.
(Deomídio Macêdo)
LIBERDADE ANGELICAL
O menino derreou num poço d´agua amarelada,
sede insaciada, o maltrata, agonizando, febril.
Os pais que destino trás.
Sofrimento sem fim.
Seus lábios estalam com o calor abrasador do sol.
E com as conchinhas das mãos, sorve aquele líquido que mitiga sua dor.
Caminha cambaleante perseguido por sua sombra que insiste em imitá-lo.
Seus pés racham na proporção da terra que se abre obedecendo a lei do sertão.
A árvore imponente, o espera de braços abertos, oferecendo a sua copa
desfolhada pela seca, e ali ele deita a sonhar.
Volita, alçando vôos espetaculares, qual passarinho em busca de novos
horizontes.
Ao longe, vê seu corpinho deitado semi nu, descalço.
Moscas revoam seu narizinho que respira ofegante.
Qual mágica, ele percebe mãos invisíveis o vestir.
As roupas são outras, sapatos brilhantes, iguais a estrelas cadentes
que o envolvem.
Alguém sorri pra ele, e a criança indaga:
Mulher, tu és um anjo dos céus, ou estou a delirar?
Ela sorri, o abraça, e do seu corpo exala perfumes e luzes diversas.
E naquele momento, as harpas dos céus ressoam na natureza canções
angelicais, registrando o encontro de almas afins.
E aquela mulher que discretamente, enxuga uma lágrima que rola do seu rosto.
Pega a mão do garoto e o leva entre caminhos floridos. E neste
caminhar, ela balbucia: Meu filho, mamãe está aqui. Vamos conhecer seu
novo lar.
E desaparecem galgando Colônias Espirituais.
(Deomídio Macêdo)
QUANDO NASCI!
Quando cheguei, chorei e eles sorriram;
antes de chorar, me bateram para o meu desespero.
Onde estou? não sei, me pegaram pelos pés e de ponta cabeça fiquei.
Que estranha gente! que de repente me bate, me corta e sorri;
Tava tão quietinho, quentinho ali e fui obrigado sair por uma força
empurrando minha bunda.
Êta confusão danada! e sem me perguntar me jogaram na água.
Uma mão veio em minha direção, esfregou os meus cabelos,
desceu para minha cara quase a me sufocar, lavou o meu pinto, saco,
pernas, pés, não parava de esfregar.
Não sei quanto tempo durou este vai e vem
Até que me levaram para alguém, que tinha um cheiro conhecido, me
sentia protegido. Ela me abraça, me beija, sorria pra mim oferecendo o
peito, e pelo instinto, minhas mãos a segura com carinho e minha boca
suga sem parar o líquido que me acalenta. E naquela satisfação,
ensaiei um sorriso, porque visualizei MAMÃE pela primeira vez.
(Deomídio Macêdo)
SÚPLICA AMBIENTAL
Pela fresta da janela do mundo,
diviso os contornos das montanhas,
sustentando a abóbada do céu rabiscado
pelos vôos dos pássaros que procuram, desesperados,
um galho, um gancho, uma árvore prá fazer seu ninho.
Que ninho?
Que árvore?
Em qual galho?
Tristeza na natureza,
desmatamento sem fim.
Poluição ambiental,
Rios agonizantes.
Fauna, flora desaparecem sem demora;
onde mora? onde vou morar?
Súplicas futurísticas
Clamam por água! Água! VIDA!
(Deomídio Macêdo)
SEU MENINO, SEU AMOR, SEU POETA
Minha mãe! quem diria que um dia.
Aquele menino franzino e pacato,
Que sentia dificuldade em aprender o B A B Á;
Que levava preocupação para o lar...
Ainda me lembro...
A professora falava:
ele é bom no futebol
mas em Matemática e Português tenha dó.
Meu pai alfaiate,
costurava sem parar,
Ele me colocava pra estudar.
O meu medo de errar,
não me deixava concentrar
e quando ele ensinava:
B O - BO LA - LA
eu repetia sem pensar: C A S A
Até que rimava e a régua estalava;
enquanto meu pai falava:
casa o quê moleque: BOLA
Era disso que entendia,
mas ninguém compreendia.
Passa, passa, passa o tempo,
fui crescendo e aprendendo
em busca de novos conhecimentos
Minha mãe!
Quem diria que, um dia.
Estaria, aqui, relembrando
meu passado, minha infância
para dizer com alegria,
sou poeta, sou ator,
seu menino, seu amor
que escalou
os Montes Claros das Minas Gerais
Terra da Inconfidência,
de Tiradentes,
da Marília de Dirceu
de Thomas Antônio Gonzaga,
das Cartas Chilenas
de Cláudio Manaoel da Costa,
Terra do velho Chico
que traz este gigante:
O Psiu Poético.
E como seu menino não fica quieto,
continua alargando horizontes,
e espalha sua alegria ainda mais longe.
No beldevere, bela vista do Belo Horizonte,
descobre o Belô Poético.
No Alto Paraopeba e Alto Piranga,
o Abril Poético.
O seu menino cresceu
e, através desses três faróis poéticos,
irradia fantasia e poesia
para o Brasil e para o mundo.
Mãe,
POÉTICO
sou eu:
seu filho,
seu menino,
seu amor,
o homem,
o ator e o poeta
Deomídio do BRASIL.
(Deomídio Macêdo)
OS TEMPOS SÃO OUTROS
Seu menino, seu moço
O qui é qui ta aconteceno?
Isso que nois ta vendo hoje em dia
diferente do passado.
Lá atrás nois vivia em paz
O mundo era mió
Inté o sol mostrava mais fri.
Chovia pouco no sertão, é bem verdade.
Mais pudia isperar
Em oitubru a dezembru
A chuva caia enverdeando a plantação,
Engordano os animá.
Quando a chuva vinha.
As barrage transformava em cascata abastada
Irradiano nosso oiar.
Mais agora é diferente,
A chuva tá minguano
E a quentura aumentano,
Intristeceno a todos nois.
Dia, após dia,
Ano, após ano,
A Barrage vai secano,
A terra isturracano
E o home vai sofreno
Carregando sua cruz que ele mesmo construiu,
É preciso parar pra pensar um bucadim
E cuidar do planeta
Que viaja no ispaço
Como diz os home da ciênça.
Seu menino, se nois não parar pra pensar um bucadim
Essa grande bola vai continuar viajano no ispaço, mas
Sozinha;
Entristecida;
Sem ninguém.
Seu moço, vamo parar pra pensar um bucadim,
Inda é tempo de salvar essa nave ispaciá
(Deomídio Macêdo)




















































































